Talvez eu seja crítico demais para ser plenamente feliz. Mesmo assim, acho que qualquer sorte de felicidade deveria ser algo mais democrático, mais próximo, mais ”pop”. Um tipo de atitude divina para evitar constrangimentos em reuniões familiares ou de amigos.

Sei que o que eu estou passando agora pode ser só uma fase, um bom momento passageiro e tal… Mas acho um saco não poder, por muitas vezes, expor um pouco mais da minha parcial felicidade pelo momento de realização que eu estou vivendo. E pior não é não poder fazer isso por modéstia, mas é não poder fazer isso por falta de uma contrapartida positiva em alguns encontros que eu tive rapidamente durante este período de vida pós-colégio, enquanto resumia minha e ouvia outras historias. Historias sem progresso, sem realizações, sem graça, sem motivos pra se orgulhar de fato… Historias sem historias. Acho triste. Odeio me sentir constrangido quando, na verdade, deveria estar minimamente me “gabando”.
Sei que temos uma relação meio estranha, idealizada e exigente da felicidade. Eu mesmo tenho uma visão meio materialista e ambiciosa dela… Típico virginiano. Mas partindo de um ponto mais intangível do que meramente financeiro, acho cruel como algumas pessoas simplesmente não se esforçam para merecer, ou as vezes, parecem não ser alcançadas por algum nível de realização. Ou quando alcançam algo, parecem não se satisfazerem ou reconhecerem isso…

Karma, dividas de vidas passadas, falta de “força de vontade”, falta de preparação para receber “o melhor”, falta de esforço ou não merecimento? Não sei… O que faz de alguns alguém e alguns continuarem sendo só mais um? Estou pensando nisso… Acho triste não poder viver a minha fatia de “felicidade”, pela falta de crescimento alheio. É isso. É isso? Felicidade é mesmo só questão de ser? E qual é o plano B? Qual é a segunda chance? É… Pensando.